
As coisas parecem entrar em um novo ciclo, menos líquido, mais sólido. Ainda não há motivos para soltar fogos e gritar ao mundo em tons altos de alegria. Há, no entanto, uma vontade, um desejo de ser melhor, de estar bem e de querer fazer o bem.
A vida insiste em não facilitar, tenho consciência que isso é fruto da minha prória imaturidade. Ainda assim, existe em mim uma centelha do amor que tudo pode, pronta para se ampliar, reluzir, esbrandecer, precisa apenas de uma oportunidade, digo, da oportunidade tão esperada.
Dias a fio, ora no fio da espada que me encolhe, ora no fio da teia que se constrói, ora no fio de luz que me orienta, ora no fio que ainda me liga ao meu amor.
Três meses se foram...é certo que há algo mais leve, ainda que não inteiro, já é alguma coisa. De longe não é o suficiente, nem de longe...
Ainda dói, mas diferente. Não digo que é menos dolorido, apenas diferente.
Contando os dias: mais um dia a menos. Quando virá o tempo de ter dias a mais?

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