segunda-feira, 28 de junho de 2010

suspenso



Que tempo é esse?
Por mais que voe
é parado
petrificado

Por que não seguir em frente?
Por que não sentir?
Por que não esperar?

Ainda que a dor cresça
ainda que o tempo envelheça
ainda assim
o amor sustenta
apesar de sustado
no limbo de um tempo infinito

Aqui só a escoadura
de um silêncio que não cala
de uma dor à pele
de um fogo contido
de uma cachoeira ininterrupta

Estar aqui ou ali?
Que diferença faz?
Nenhuma sem você

E o mêdo se instala
e o tempo novamente para
Serei apenas alguém com quem contar?
Alguém na sala de estar?
Apenas alguém?
Quem?
Nem eu sei

Mais um dia a menos
em uma existência sem sentido
sem o seu sentimento
Amanhã?
Mais um dia a menos...
parado
petrificado

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