
Imagem: Alberto Ruggieri
sexta-feira 13 de agosto de 2010. Uma data a ser lembrada, o início de um fim desejado e há muito pedido, só agora atendido. Parte de um verdadeiro autoconhecimento, por vezes desconfiado mas nem de longe, inteiramente elucidado.
Como pude viver todos esses anos sem perceber o que de fato se passava? Só agora penso como estava no automático, vivendo situações repetidamente iguais.
Os dias se passam, os anos pesam e nada mudou em relação ao que até então me impede de ser, de crescer, de acreditar em um limite para além de onde a vista pode alcançar.
Sinto que encontrei o fio de Ariadne, mas antes preciso matar a fera que me consome e ainda ter a força e a serenidade de percorrer o caminho de volta.
A vida, a minha vida, é algo muito precioso e ainda que esteja um pouco embaçada, um tanto quanto assoberbada, por vezes mirrada, tenho certeza! Para mim, assim como para alguns poucos companheiros de caminhada, ela tem um grande valor e ainda sinto aqui por dentro um brilho potencial a ser desenvolvido, lapidado, irradiado.
Nada como uma dose cavalar de realidade, principalmente quando anuncia a cura.
Derrepente o véu se levanta e o espelho está ali, inevitável. As várias camadas se apresentam, as várias imagens se intercalam, sentimentos relembrados, memórias a flor da pele. Coisa nada fácil. Na crueza do momento, o reconhecimento de que o processo precisa ser iniciado, e com ele a esperança: não serei mais o mesmo, graças a Deus!
Há que se ter coragem, leveza, constância e, sobretudo, fé.
Certamente, não me fiz claro, e nem tenho essa pretensão. Na complexidade do emprendimento, fico apenas com essas palavras que já estão de bom tamanho.
Só mais algumas palavras:
Não estou só. Mais uma vez sou grato ao Poder Superior.

